Neste guia
Antes da consulta: o que levar
Para aproveitar melhor o tempo da avaliação, separe:
- Exames de imagem e laudos (raio-x, ressonância, ultrassom), se tiver.
- Relatório cirúrgico e orientações do médico, no caso de pós-operatório.
- A lista dos medicamentos que você usa.
- Roupa confortável, que permita movimentar e expor a região avaliada — bermuda para joelho e quadril, regata para ombro e coluna.
Não tem exames? Tudo bem. Na maioria dos casos, a avaliação clínica é suficiente para começar.
A conversa
A primeira parte é uma entrevista detalhada, chamada anamnese. O fisioterapeuta quer saber quando o problema começou, como ele se comporta ao longo do dia, o que piora e o que alivia, que tratamentos você já tentou e como está o seu sono, o seu trabalho e o seu nível de atividade.
A pergunta mais importante vem no final: o que você quer voltar a fazer? Correr uma prova de 10 km, pegar o neto no colo, jogar beach tennis no fim de semana ou simplesmente trabalhar sentado sem dor. É esse objetivo que orienta todo o plano.
Nessa etapa também são investigados os sinais de alerta — sintomas que pedem avaliação médica antes da fisioterapia.
O exame físico
Depois da conversa, o exame. Dependendo do caso, ele inclui:
- Observação do movimento: como você anda, agacha, levanta o braço, se abaixa.
- Amplitude de movimento: medida com goniômetro, o instrumento que avalia os graus de cada articulação — e que inspirou a identidade visual deste site.
- Força muscular: testes manuais e, quando útil, dinamometria, que mede a força em quilos e revela assimetrias entre os lados.
- Testes especiais: manobras que ajudam a identificar a estrutura envolvida — ligamento, menisco, tendão, nervo.
- Palpação: para localizar pontos de dor e alterações nos tecidos.
- Testes funcionais: saltos, equilíbrio, levantar da cadeira, subir degrau.
Medida objetiva de força
Na Clínica Salvini, a força pode ser medida com o dinamômetro ActivForce 2, que transforma a sensação de “estou mais forte” em números comparáveis ao longo do tratamento. Veja como funciona.
O diagnóstico cinético-funcional
Com as informações da conversa e do exame, o fisioterapeuta explica o que está acontecendo — em linguagem clara. Mais do que um nome, você entende quais estruturas estão sobrecarregadas, o que está limitando o movimento e quais fatores contribuem para o problema.
O plano de tratamento
A avaliação termina com um plano: objetivos de curto e longo prazo, frequência das sessões, técnicas previstas, exercícios para casa e uma estimativa de duração. Em muitos casos, o tratamento já começa no mesmo dia, com orientações e os primeiros exercícios.
Reavaliações
O plano não é fixo. A cada algumas semanas, as medidas iniciais são repetidas para verificar se a dor diminuiu, se a amplitude e a força aumentaram e se os testes funcionais melhoraram. Se o progresso não vier como esperado, a conduta é ajustada — ou o caso é discutido com o médico.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a primeira avaliação?
Costuma ser mais longa que uma sessão comum, porque inclui a conversa detalhada, o exame físico e a explicação do plano. Confirme a duração prevista ao agendar pelo WhatsApp.
Já começo o tratamento no primeiro dia?
Na maioria das vezes, sim. Você costuma sair da avaliação com orientações e alguns exercícios para começar em casa.
Preciso levar exames?
Se tiver, leve. Se não tiver, não há problema: a avaliação clínica é suficiente para começar na grande maioria dos casos, e o fisioterapeuta orienta se algum exame for necessário.