Neste guia
O que é a fisioterapia ortopédica
É a especialidade que avalia e trata as disfunções do aparelho locomotor, sejam elas causadas por trauma, sobrecarga, desgaste, cirurgia ou pela combinação desses fatores. O objetivo não é apenas reduzir a dor, mas devolver a capacidade de se mover, trabalhar, treinar e viver sem limitações.
É a principal área de atuação de Daniel Salvini, que fez aprimoramento em Ortopedia e Traumatologia no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, trabalhou com coluna vertebral na NTC Vertebral e soma mais de 17 mil atendimentos no Centro de Reabilitação da Unimed, com pacientes em pré e pós-operatório, casos leves a graves, dores agudas e crônicas.
Casos mais atendidos
- Dor lombar e hérnia de disco
- Dor no pescoço e torcicolo
- Dor no ombro, tendinites e lesões do manguito
- Lesões no joelho: ligamentos, menisco e dor na patela
- Artrose de joelho, quadril, mãos e coluna
- Entorse de tornozelo
- Fascite plantar e dor no calcanhar
- Tendinites e bursites, incluindo o cotovelo de tenista
- Fraturas, após a retirada da imobilização
- Pré-operatório e pós-operatório ortopédico
Como é o tratamento
Tudo começa com uma avaliação individual: histórico, testes de mobilidade, força e função. A partir dela, o tratamento combina os recursos que fazem sentido para aquele caso, naquela fase.
Na grande maioria das vezes, o eixo é o exercício terapêutico — porque é ele que torna músculos, tendões e articulações mais capazes de suportar o dia a dia. A terapia manual e os recursos complementares entram para reduzir a dor e facilitar o movimento, abrindo caminho para o exercício.
Procedimentos e recursos utilizados
- Exercício terapêutico: fortalecimento, mobilidade, controle motor e treino funcional. Saiba mais.
- Terapia manual: mobilização articular e técnicas baseadas no conceito Maitland. Saiba mais.
- Liberação miofascial e mobilização neural, para tecidos e nervos que perderam mobilidade.
- Dry needling: agulhamento a seco de pontos-gatilho musculares.
- Recursos analgésicos: eletroterapia, crioterapia e calor, quando indicados.
- Bandagens e orientações de proteção nas fases iniciais.
- Educação e plano domiciliar, para que o progresso continue fora da clínica.
Conheça cada recurso em técnicas e recursos.
Benefícios esperados
- Redução da dor e da dependência de analgésicos.
- Recuperação da amplitude de movimento e da força.
- Retorno seguro ao trabalho, às atividades domésticas e ao esporte.
- Menor risco de recaída, graças ao fortalecimento e às orientações.
- Em muitos casos, a possibilidade de evitar uma cirurgia.
Quando procurar
Dor que persiste por mais de duas ou três semanas, que volta sempre, que atrapalha o sono ou que limita atividades simples merece avaliação. O mesmo vale para quem tem cirurgia marcada ou acabou de passar por uma. Veja todos os sinais em quando procurar fisioterapia.
Perguntas frequentes
A fisioterapia ortopédica trata dor crônica?
Sim. Dores que duram meses ou anos respondem bem a um tratamento ativo, que combina educação sobre dor, exercício progressivo e recursos para aliviar os sintomas enquanto a capacidade do corpo aumenta.
Preciso de exame de imagem antes de começar?
Nem sempre. Em muitas dores musculoesqueléticas, a avaliação clínica é suficiente. Além disso, alterações como protrusões discais e desgastes aparecem em exames de muitas pessoas sem dor, por isso o exame precisa ser interpretado junto com os sintomas.
Quanto tempo dura o tratamento?
Depende da condição e do tempo de evolução. Quadros agudos podem se resolver em poucas semanas; dores crônicas e pós-operatórios costumam exigir alguns meses. A previsão é dada na avaliação.