Neste guia
As causas mais comuns
- Dor subacromial ou síndrome do impacto: dor ao elevar o braço, relacionada aos tendões do manguito rotador e à bursa.
- Tendinopatia do manguito rotador: sobrecarga dos tendões que estabilizam o ombro.
- Ruptura do manguito rotador: parcial ou completa, por trauma ou degeneração ao longo dos anos.
- Bursite: inflamação da bursa subacromial, frequentemente associada às condições acima.
- Capsulite adesiva (ombro congelado): rigidez progressiva e dolorosa da cápsula articular.
- Instabilidade e luxação: o ombro “sai do lugar” ou tem sensação de que vai sair.
- Tendinopatia do bíceps e lesões do lábio glenoidal, comuns em esportes de arremesso.
Sintomas
- Dor na parte da frente ou na lateral do ombro, que pode descer pelo braço.
- Dor ao levantar o braço, especialmente acima da cabeça.
- Dor noturna, principalmente ao deitar sobre o lado afetado.
- Perda de força para levantar objetos.
- Rigidez e perda de movimento, no caso da capsulite.
Como a fisioterapia trata
- Educação e ajuste de atividades: reduzir temporariamente o que irrita sem imobilizar o ombro.
- Fortalecimento progressivo: manguito rotador, músculos das escápulas e do tronco, com carga crescente.
- Terapia manual: mobilizações para dor e rigidez.
- Mobilidade: recuperação gradual da amplitude.
- Treino funcional: movimentos do trabalho, da casa e do esporte.
- Recursos analgésicos e dry needling, quando indicados.
Exercício ou cirurgia?
Para a dor subacromial, estudos de alta qualidade mostraram que a cirurgia de descompressão não traz resultados melhores do que o tratamento conservador para muitos pacientes. Mesmo em rupturas degenerativas do manguito, o exercício costuma ser o primeiro caminho. A cirurgia tem papel importante em rupturas traumáticas em pessoas ativas, em algumas instabilidades e quando o tratamento conservador bem feito não resolve.
Quando a cirurgia acontece, a fisioterapia é essencial no pré e no pós-operatório.
Ombro congelado: paciência e método
A capsulite adesiva costuma evoluir em fases — dolorosa, de rigidez e de recuperação — e pode levar de um a três anos para se resolver completamente. A fisioterapia ajuda a controlar a dor, preservar e recuperar o movimento possível em cada fase e encurtar o impacto na rotina. Ela é mais comum entre os 40 e os 60 anos e em pessoas com diabetes.
Perguntas frequentes
Infiltração resolve a dor no ombro?
A infiltração pode aliviar a dor por algumas semanas e facilitar os exercícios, mas não recupera força nem resolve a causa. Quando indicada pelo médico, costuma funcionar melhor combinada à fisioterapia.
Posso continuar treinando com dor no ombro?
Em muitos casos, sim, com adaptações. Exercícios acima da cabeça e cargas altas podem ser reduzidos temporariamente enquanto o fortalecimento específico avança.
Quanto tempo leva para melhorar?
Tendinopatias costumam exigir de oito a doze semanas de fortalecimento consistente. A capsulite adesiva tem evolução mais longa. A previsão é dada na avaliação.