Neste guia
Uma definição simples
A fisioterapia é uma profissão de nível superior, regulamentada no Brasil desde 1969 pelo Decreto-Lei nº 938. O fisioterapeuta é formado para avaliar como o corpo se move, identificar o que está limitando esse movimento e montar um plano para recuperá-lo.
Diferente do diagnóstico médico, que nomeia a doença, o fisioterapeuta faz o diagnóstico cinético-funcional: ele descreve como aquela condição afeta a sua força, a sua mobilidade, o seu equilíbrio e a sua capacidade de fazer o que precisa no dia a dia. Duas pessoas com o mesmo laudo de hérnia de disco podem ter limitações completamente diferentes — e por isso precisam de tratamentos diferentes.
A profissão é fiscalizada pelo COFFITO e pelos conselhos regionais (CREFITO), e o fisioterapeuta tem autonomia para avaliar, prescrever e conduzir o tratamento dentro da sua área.
O movimento como remédio
Músculos, tendões, ligamentos, cartilagens e ossos são tecidos vivos que se adaptam à carga que recebem. Quando são estimulados na medida certa, ficam mais fortes e resistentes. Quando ficam parados por muito tempo, enfraquecem, perdem elasticidade e passam a doer com esforços cada vez menores.
É por isso que o repouso absoluto raramente resolve um problema musculoesquelético. Ele pode aliviar por alguns dias, mas não devolve a capacidade perdida. A fisioterapia trabalha no sentido oposto: encontra o quanto de movimento o corpo tolera hoje e aumenta essa dose aos poucos, até que ele volte a dar conta da rotina, do trabalho e do esporte.
O sistema nervoso também participa. A dor é produzida pelo cérebro a partir de muitas informações — do tecido, das experiências anteriores, do medo e do contexto. Movimentos bem conduzidos ensinam ao corpo que aquela ação é segura de novo, o que por si só ajuda a reduzir a dor.
O que o fisioterapeuta faz na prática
Um bom tratamento de fisioterapia combina alguns elementos, escolhidos a partir da avaliação:
- Avaliação detalhada: histórico, testes de mobilidade, força, equilíbrio e função, com medidas objetivas para acompanhar a evolução.
- Educação: explicar o que está acontecendo, o que piora, o que ajuda e o que esperar do tratamento. Entender o próprio problema reduz o medo e melhora a adesão.
- Exercício terapêutico: fortalecimento, mobilidade, controle motor e condicionamento, com dose e progressão definidas.
- Terapia manual: mobilizações articulares, liberação de tecidos e técnicas que reduzem a dor e facilitam o movimento.
- Recursos complementares: dry needling, bandagens, eletroterapia, crioterapia e outros, usados quando fazem sentido para o caso.
- Plano para casa: poucos exercícios, bem explicados, para manter o progresso entre as sessões.
Áreas de atuação
A fisioterapia é ampla e se divide em especialidades reconhecidas pelo COFFITO. Entre as principais estão a traumato-ortopédica, a esportiva, a cardiovascular, a respiratória, a neurofuncional, a gerontológica, a saúde da mulher e a pediátrica.
Aqui em Ribeirão Preto, o trabalho de Daniel Salvini e Camila Gardim se concentra em quatro frentes: fisioterapia ortopédica, fisioterapia esportiva, reabilitação cardiovascular e Pilates clínico — além do pré e do pós-operatório de cirurgias ortopédicas.
Fisioterapia não é só aparelho
Muita gente ainda associa a fisioterapia a vinte minutos de “choquinho”, bolsa de gelo e ultrassom. Esses recursos existem e podem ajudar a controlar a dor em momentos específicos, mas a pesquisa mostra que, sozinhos, eles têm efeito limitado e passageiro.
A fisioterapia atual é ativa. O paciente participa, entende o que está fazendo e sai de cada sessão um pouco mais capaz do que entrou. É um processo com começo, meio e fim — e o objetivo final é que você não dependa mais do fisioterapeuta.
Na Clínica Salvini
A conduta nasce de uma avaliação individual, não de um protocolo pronto. Técnicas e aparelhos são ferramentas; o que define o tratamento é o que o seu corpo precisa voltar a fazer. Conheça a filosofia da clínica.
Quando começar
Quanto antes, melhor. Problemas avaliados no início costumam ter recuperação mais rápida e simples do que aqueles que se arrastam por meses, gerando compensações, perda de condicionamento e medo de se movimentar.
Se você está em dúvida, veja o guia quando procurar fisioterapia ou entenda como é a primeira avaliação.
Perguntas frequentes
Preciso de pedido médico para fazer fisioterapia?
Não necessariamente. O fisioterapeuta tem autonomia para avaliar e tratar, e você pode agendar uma avaliação diretamente. O pedido médico é importante quando há cirurgia, fratura ou exames a considerar, e costuma ser exigido por planos de saúde para autorização ou reembolso.
Fisioterapia dói?
Alguns exercícios e técnicas podem causar um desconforto leve e controlado, mas dor não é objetivo do tratamento. A intensidade é ajustada sessão a sessão, e você sempre pode dizer ao fisioterapeuta o que está sentindo.
Quantas sessões vou precisar?
Depende do problema, de há quanto tempo ele existe e dos seus objetivos. Uma entorse leve pode se resolver em poucas semanas; a reabilitação de uma cirurgia de ligamento do joelho leva meses. Na avaliação você recebe uma previsão, revista nas reavaliações.