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Fisioterapia para tendinites e bursites em Ribeirão Preto

“Tendinite” é um dos diagnósticos mais comuns nos consultórios — e um dos mais mal compreendidos. A ideia de que o tendão precisa de repouso absoluto para melhorar ficou para trás.

Paciente fazendo exercício para o antebraço e a mão
Neste guia

    Tendinite ou tendinopatia?

    O termo tendinite sugere uma inflamação, mas a pesquisa mostrou que, na maioria dos casos de dor persistente no tendão, o problema principal é uma falha de adaptação à carga: o tendão recebeu mais esforço do que estava preparado para suportar. Por isso, hoje se usa o termo tendinopatia.

    Essa mudança não é só de nome. Ela muda o tratamento: em vez de apenas desinflamar e repousar, o objetivo é tornar o tendão mais capaz de suportar carga.

    Onde elas aparecem

    • Ombro: tendões do manguito rotador
    • Cotovelo: epicondilite lateral (cotovelo de tenista) e medial
    • Punho: tenossinovite de De Quervain
    • Quadril: tendinopatia glútea, na lateral do quadril
    • Joelho: tendinopatia patelar
    • Tornozelo: tendão de Aquiles
    • Pé: tendão tibial posterior

    E a bursite?

    As bursas são pequenas bolsas que reduzem o atrito entre tendões e ossos. Elas podem inflamar, principalmente no ombro, no quadril e no cotovelo. Muitas vezes, o que é chamado de bursite vem acompanhado de uma tendinopatia — como na dor lateral do quadril, que frequentemente é uma tendinopatia dos glúteos. O tratamento costuma ser semelhante: ajustar a carga e fortalecer.

    Exercício com elástico para fortalecimento
    Tendões se adaptam à carga: o segredo é encontrar a dose que estimula sem irritar.

    Como a fisioterapia trata

    • Educação e gestão de carga: identificar o que irrita o tendão e ajustar temporariamente, sem parar tudo.
    • Exercícios isométricos: contrações sem movimento, que costumam aliviar a dor nas fases mais sensíveis.
    • Fortalecimento progressivo: exercícios com carga crescente e execução lenta, que estimulam a adaptação do tendão.
    • Exercícios de armazenamento de energia: saltos e corrida, na fase de retorno ao esporte.
    • Terapia manual, dry needling e recursos analgésicos, como apoio.
    • Monitoramento da dor: a dor pode ser aceitável durante o exercício se for leve e voltar ao normal em até 24 horas.

    Paciência com o tendão

    Tendões se adaptam mais devagar do que músculos. Os programas de fortalecimento costumam levar de oito a doze semanas para mostrar mudanças consistentes, e alguns casos exigem mais tempo. A regularidade é mais importante do que a intensidade.

    Perguntas frequentes

    Devo parar totalmente a atividade?

    Raramente. O repouso completo reduz a dor, mas também a capacidade do tendão. O ideal é ajustar a carga, mantendo o que é tolerado, enquanto o fortalecimento avança.

    Infiltração com corticoide é uma boa opção?

    Pode aliviar a dor a curto prazo em alguns casos, mas não trata a causa e, em alguns tendões, está associada a piores resultados a longo prazo. A decisão deve ser discutida com o médico.

    Anti-inflamatório resolve?

    Pode aliviar a dor por alguns dias, mas não recupera a capacidade do tendão. Use apenas com orientação médica.

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    Todo tratamento começa por uma avaliação individual. Conte o que está acontecendo e escolha o melhor período — a clínica responde pelo WhatsApp para combinar o horário.

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