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Por que a fisioterapia faz parte da cirurgia
Depois de um procedimento ortopédico, o corpo passa por um período de inflamação, dor, inchaço e proteção. Os músculos ao redor perdem força rapidamente, as articulações tendem a enrijecer e o medo de se movimentar é natural. A fisioterapia conduz cada uma dessas questões no momento certo, respeitando a cicatrização dos tecidos.
Daniel Salvini conhece esse processo também pelo lado de dentro do centro cirúrgico: antes de se dedicar à clínica, atuou no suporte à instrumentação de cirurgias de coluna em hospitais de Ribeirão Preto e São Paulo. Somam-se a isso milhares de atendimentos de pacientes em pré e pós-operatório no Centro de Reabilitação da Unimed.
Cirurgias mais comuns na reabilitação
- Reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA)
- Cirurgias de menisco (sutura ou meniscectomia)
- Prótese total de joelho
- Prótese total de quadril
- Reparo do manguito rotador
- Estabilização do ombro após luxações
- Cirurgias de coluna (artrodese, microdiscectomia)
- Fraturas tratadas com placas, parafusos ou hastes
- Reparo do tendão de Aquiles
- Cirurgias de tornozelo e pé
As fases da recuperação
- Fase inicial: controle de dor e inchaço, proteção da cirurgia, ativação muscular e ganho de amplitude dentro dos limites permitidos.
- Fase intermediária: recuperação completa da mobilidade, início do fortalecimento e normalização da marcha.
- Fase avançada: fortalecimento progressivo, treino de equilíbrio, controle motor e exercícios funcionais.
- Retorno: volta ao trabalho, às atividades de lazer e ao esporte, com testes objetivos de força e função.
Os prazos variam muito conforme o procedimento. A reabilitação de uma reconstrução de LCA, por exemplo, costuma levar de seis a nove meses até o retorno ao esporte.
Recursos que ajudam nas primeiras semanas
- Crioterapia e compressão para dor e inchaço.
- Drenagem linfática e bota de compressão, que auxiliam na redução do edema.
- Mobilização da cicatriz e dos tecidos ao redor.
- Exercícios isométricos e ativos para evitar a perda de força.
- Treino de marcha com muletas ou andador.
Comunicação com o cirurgião
Cada cirurgião tem seu protocolo, com prazos para liberar carga, amplitude e exercícios. A fisioterapia segue essas orientações e mantém o médico informado sobre a evolução, especialmente quando algo foge do esperado. Leve o relatório cirúrgico e as orientações da alta para a primeira consulta.
Cuidados em casa e sinais de alerta
Entre as sessões, siga os exercícios combinados, respeite as restrições de carga e mantenha o membro elevado quando indicado.
Entre em contato com o seu médico se notar
- Febre, vermelhidão crescente, calor ou secreção na cicatriz.
- Dor na panturrilha com inchaço, calor ou vermelhidão na perna.
- Falta de ar súbita ou dor no peito — neste caso, procure atendimento imediato.
- Dor que piora progressivamente, apesar do repouso e da medicação.
Perguntas frequentes
Quando devo começar a fisioterapia depois da cirurgia?
Em muitas cirurgias ortopédicas, a fisioterapia começa nos primeiros dias, conforme a liberação do cirurgião. Começar cedo ajuda a controlar o inchaço, evitar rigidez e preservar a força.
Quanto tempo dura a reabilitação?
Depende do procedimento. Uma artroscopia simples pode exigir poucas semanas; próteses levam alguns meses; a reconstrução do LCA costuma levar de seis a nove meses até o retorno esportivo.
Posso fazer os exercícios sozinho em casa?
Os exercícios em casa são parte essencial do tratamento, mas não substituem o acompanhamento. O fisioterapeuta ajusta a progressão, corrige a execução e identifica sinais de que algo não vai bem.